Celíacos também podem ter boa alimentação

Publicado por: Equipe Labi Equipe Labi
10/09/2019
4 minutos de leitura

Os portadores de doença celíaca, obrigatoriamente, devem parar de comer glúten. Porém, a partir daí, o que realmente sobra de opção para os celíacos se alimentarem? Muita coisa!

A doença celíaca pode causar complicações graves, principalmente em crianças. E qualquer pessoa pode desenvolver a doença. Os celíacos acabam sendo afetados por um problema associado ao glúten, que inflama as paredes do intestino delgado e dificulta a absorção de nutrientes.

O único tratamento conhecido é eliminar o glúten da alimentação. Mas, não se preocupe! Há muitos alimentos permitidos para que o celíaco mantenha uma vida saudável.

Celíacos: quais alimentos são permitidos?

O glúten é uma proteína presente em alguns cereais, que fazem parte da nossa alimentação, como nos pães, cervejas e bolos. Caso a pessoa seja diagnosticada com a doença celíaca, algumas opções de alimentos são:

  • Massas: desde que sejam feitas com as farinhas permitidas
  • Verduras, frutas e legumes: todos, crus ou cozidos
  • Laticínios: leite, manteiga, queijos e derivados (se não houver intolerância à lactose)
  • Óleos e azeites
  • Carnes e proteínas: bovina, suína, frango, peixes, ovos e frutos do mar
  • Grãos: feijão, lentilha, ervilha, grão de bico, soja
  • Sementes oleaginosas: nozes, amêndoas, amendoim, castanhas da Amazônia e caju, avelãs, macadâmias, linhaça, gergelim, abóbora, etc.
  • Cereais sem glúten: arroz, milho, painço, quinoa, amaranto, trigo sarraceno
  • Farinhas: de arroz, amido de milho (tipo “maisena”), fubá, farinha de mandioca, fécula de batata, farinha de soja, polvilho, araruta, flocos de arroz e milho

Produtos livres de glúten

A indústria já oferece produtos sem glúten em sua composição. Apesar disso, é de extrema importância ler com atenção os rótulos dos alimentos. É obrigatório por lei federal (Lei nº 10.674, de 16/05/2003) que todos os alimentos industrializados informem em seus rótulos a presença ou não de glúten.

Não compre algo que tenha composição desconhecida. Se tiver dúvida, ligue para o fabricante para tirar dúvidas.

Também vale ficar atento à possibilidade de contaminação cruzada. Os produtos classificados como isentos de glúten podem sofrer alterações na sua composição devido a erros no manuseio e processamento.

Outro problema colateral dos produtos industrializados sem glúten é que eles não são tão saudáveis e são muito alterados pelas fabricantes.

Por exemplo, uma das funções do glúten é dar elasticidade e maciez à textura de massas. Para substituir a proteína e conseguir o mesmo efeito, as empresas acabam colocando mais aditivos, gordura, sal e açúcar. Isso torna eles muito mais calóricos que o usual.

Tratamento

O único tratamento é abolir o glúten da alimentação. A partir do momento do diagnóstico, é muito importante buscar alimentos livres de glúten.

Os pacientes também precisam ser orientados sobre possível contaminação cruzada na preparação de alimentos e, até mesmo, medicamentos.

Por causa da restrição alimentar, uma ida ao nutricionista pode ajudar bastante. É importante verificar possíveis deficiências nutricionais e, se necessário, tomar suplementos vitamínicos e minerais.

Além disso, algumas dicas importantes são:

  • Prefira alimentos preparados de maneira simples ou frescos e evite aqueles com preparações muito elaboradas;
  • Tempere a salada com limão, pouco sal e azeite;
  • Evite alimentos fritos. O óleo pode ter sido utilizado para a fritura de alimentos que contêm glúten;
  • Cuidado no compartilhamento de utensílios, que também podem ser contaminados, como assadeiras, pratos e talheres;
  • Ao fazer uma viagem, pesquisa bastante os estabelecimentos da região para evitar dores de cabeça.

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