Vacina Tríplice Viral: entenda para que serve o imunizante

Publicado por: Letícia Lana Letícia Lana
17/09/2021
8 minutos de leitura
Médico com luvas colocando vacina na seringa

A Vacina Tríplice Viral é uma das vacinas obrigatórias na primeira infância e é muito importante para conter surtos de doenças contagiosas e possivelmente fatais, como o sarampo, a rubéola e a caxumba. 

Por conta disso, é imensamente preocupante ver que os índices de vacinação estão caindo. Segundo o Programa Nacional de Imunização, em 2020 apenas 46% das crianças receberam a segunda dose da Vacina Tríplice Viral. Vacinar as crianças é extremamente importante, inclusive durante a pandemia. 

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), nos últimos três anos a mortalidade por sarampo no mundo aumentou em 50% e não coincidentemente o índice de vacinação contra a doença também caiu consideravelmente nesse período. Os indicadores também mostram que em 2019 mais de 207.500 pessoas ao redor do mundo perderam a vida por causa do Sarampo. 

Para que serve a Vacina Tríplice Viral?

A principal e mais importante função da Vacina Tríplice Viral é proteger o organismo contra três doenças infecciosas: a caxumba, o sarampo e a rubéola. 

A caxumba, que também é conhecida como papeira, é uma virose frequente na infância e o sintoma mais característico – presente na maioria dos casos – é o inchaço nas bochechas e na mandíbula, produzido pelo aumento das glândulas salivares. A doença causa febre, dor de cabeça e – em casos mais graves – pode acometer outras glândulas, como o testículo, o que pode levar até mesmo à esterilidade. Além disso, uma em cada dez pessoas infectadas com caxumba pode desenvolver meningite viral (inflamação das membranas do cérebro).

Já a rubéola é uma doença infecciosa cuja os sintomas costumam aparecer cerca de duas semanas após o contato com o vírus. A  doença costuma causar o aparecimento de pequenas manchas vermelhas na pele que se espalham por todo o corpo, além de coceira e febre baixa.  

Apesar da doença não ser grave na maioria dos casos, a contaminação com rubéola durante a gestação pode ser grave e pode deixar sequelas irreversíveis no bebê como: glaucoma, catarata, malformação cardíaca, retardo no crescimento, surdez, entre outras. Por isso, se a mulher nunca teve contato ou nunca se vacinou contra a doença, deve se imunizar antes de engravidar.

Por fim, o sarampo – que já foi uma das maiores causas de mortalidade infantil – é uma doença viral altamente contagiosa que evolui com sinais e sintomas como febre, tosse persistente, corrimento nasal, conjuntivite e pequenas manchas avermelhadas espalhadas por todo corpo. 

O sarampo evolui rapidamente e pode ter complicações graves, como otite, pneumonia, diarreia, encefalite e problemas neurológicos, principalmente nas crianças. 

Para se ter uma ideia sobre a  importância da Vacina Tríplice Viral, a Organização Mundial da Saúde (OMS) constatou que a imunização acelerada teve um impacto gigantesco na redução das mortes por sarampo. De 2000 a 2017, a vacinação contra o sarampo evitou aproximadamente 21,1 milhões de mortes. O número de óbitos pela doença no mundo caiu 80% no período – passando de 545 mil no ano 2000 para 110 mil em 2017.  

Vacina Tríplice Viral

Quais as reações da Vacina Tríplice Viral?

Vale lembrar que todas as vacinas são seguras, eficazes e não causam nenhum tipo de dano à saúde, pelo contrário, elas fortalecem o sistema imunológico, são a melhor forma de proteção contra doenças graves e ajudam a reduzir drasticamente o número de mortes e hospitalizações por infecções. 

Portanto, o que pode acontecer depois de tomar alguma vacina são reações colaterais leves e passageiras que são um indicativo que o sistema imune está respondendo positivamente ao imunizante. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunização (SBim), a Vacina Tríplice Viral causa efeitos colaterais em menos de 0,1% dos vacinados e eles podem incluir: ardência, vermelhidão, dor e formação de nódulo no local da aplicação. 

Reações como febre alta (maior que 39,5⁰C), podem ocorrer em 5% a 15% dos vacinados e costumam surgir de cinco a 12 dias após a vacinação, com um a cinco dias de duração. 

Em 0,5% a 4% dos vacinados também podem ocorrer sintomas como dor de cabeça, irritabilidade, febre baixa, lacrimejamento e vermelhidão dos olhos e coriza no período de 5 a 12 dias após a vacinação. 

Vale lembrar que todos estes sintomas gerais ocorrem principalmente após a primeira dose da vacina.

Quando tomar a Vacina Tríplice Viral?

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) recomendam que as crianças a partir dos 12 meses de idade sejam vacinadas com a primeira dose da Vacina Tríplice Viral. A segunda – e última dose – deve ser tomada quando a criança completar 15 meses.

Já em situação de risco para o sarampo – como surtos da doença ou exposição domiciliar, por exemplo – a primeira dose pode ser aplicada a partir dos 6 meses de idade da criança. Porém, essa dose não conta para o esquema vacinal de rotina: continua sendo necessário vacinar a criança com duas doses a partir dos 12 meses.

No caso de crianças maiores de 12 meses, adolescentes e adultos não vacinados ou sem comprovação de doses aplicadas, a SBIm recomenda duas doses da Vacina Tríplice Viral, com intervalo de um a dois meses entre uma dose e outra.

Quem pode tomar a Vacina Tríplice Viral?

A Vacina Tríplice Viral é indicada para adultos, adolescentes e crianças com mais de 1 ano (12 meses) de idade, prevenindo o desenvolvimento da caxumba, sarampo e rubéola e suas possíveis complicações para a saúde.

Atenção: a maioria das crianças com histórico de reação anafilática ao ovo podem tomar a Vacina Tríplice Viral. Foi demonstrado por muitos estudos, que pessoas com alergia ao ovo – mesmo aquelas com alergia grave – têm risco insignificante de reações anafiláticas à vacina. Mas, mesmo assim, é recomendado que estas crianças, por precaução, sejam vacinadas em ambiente hospitalar ou outro local que ofereça condições de atendimento de anafilaxia.

Vacina Tríplice Viral

Quem não pode tomar a Vacina Tríplice Viral?

A Vacina Tríplice Viral é contraindicada nos seguintes casos:

  • Gestantes; 
  • Pessoas com comprometimento da imunidade por doença ou medicação;
  • Indivíduos com histórico de anafilaxia após aplicação da primeira dose anterior da vacina ou a algum componente do imunizante.

Como funciona a Vacina Tríplice Viral?

A Vacina Tríplice Viral é uma vacina atenuada, ou seja, ela contém formas mais enfraquecidas dos vírus da caxumba, sarampo e rubéola. Essas frações do vírus não são capazes de causar a infecção, mas são suficientes para treinar e proteger o sistema imunológico contra essas infecções. 

Lembre-se de que a resposta completa do sistema imunológico ocorre duas semanas após a aplicação da segunda dose e a sua duração, na maioria dos casos, se estende por toda a vida.

Quantas doses têm a Vacina Tríplice Viral?

A Vacina Tríplice Viral tem um esquema vacinal de duas doses:

  • Crianças com até 12 meses: primeira dose aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses. 
  • Crianças maiores de 12 meses, adolescentes e adultos não vacinados ou sem comprovação de doses aplicadas: duas doses com intervalo de um a dois meses entre uma dose e outra.

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), está protegido contra o sarampo, a rubéola e a caxumba todo indivíduo que tomou duas doses da Vacina Tríplice Viral a partir dos 12 meses de idade e com intervalo mínimo de um mês entre uma dose e outra.

Vacina Tríplice Viral no Labi 

No Labi, você pode tomar a Vacina Tríplice Viral por apenas R$93,00 em até 6x sem juros e o imunizante está disponível para crianças, adolescentes e adultos de qualquer idade.

Aqui no Labi, você conta com as vacinas mais modernas e que são eficazes para todas as idades e tudo isso no conforto do seu lar, sem precisar de casa. Proteja você e sua família  com nossos exames, testes, vacinas e check-ups de maneira prática e descomplicada.

Artigos Relacionados:

Vacina de HPV: entenda a importância

Recomendação de Vacinas do Labi: seu novo aliado no cuidado à saúde

Imunização em tempos de pandemia: não deixe de tomar suas vacinas

Por que a Vacina Imunoglobulina Anti-Rh ou Anti-D precisa de pedido médico?

Quer receber novidades? Assine nossa newsletter

Quer receber novidades? Assine nossa newsletter: